morrer com tiros no peito.
viver na rua e vagar por uma cidade praiana.
dirigir até curitiba.
casar cedo.
sobreviver a um desastre, nadar até uma ilha, salvar alguém.
ser colaborador de alguma revista com baixa circulação.
namorar uma professora e cansar das reclamações que ela fará dos alunos.
passar alguns meses em uma rotina de ir para a usp.
ficar dois meses no rio.
encontrar com alguma entidade no mar.
receber mensagens ( do além ) expedidas pelo meu avô paterno.
jantar na casa da mãe minha aos finais de semana ( pra sempre ).
ter um filho que é a cara do meu pai.
ir buscar meu filho no colégio e ter medo de quem ele pode virar estudando em um colégio particular daqueles.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
A ETERNIDADE
Tradução: Augusto de Campos
De novo me invade.
Quem? – A Eternidade.
É o mar que se vai
Como o sol que cai.
Alma sentinela,
Ensina-me o jogo
Da noite que gela
E do dia em fogo.
Das lides humanas,
Das palmas e vaias,
Já te desenganas
E no ar te espraias.
De outra nenhuma,
Brasas de cetim,
O Dever se esfuma
Sem dizer: enfim.
Lá não há esperança
E não há futuro.
Ciência e paciência,
Suplício seguro.
De novo me invade.
Quem? – A Eternidade.
É o mar que se vai
Com o sol que cai.
Tradução: Augusto de Campos
De novo me invade.
Quem? – A Eternidade.
É o mar que se vai
Como o sol que cai.
Alma sentinela,
Ensina-me o jogo
Da noite que gela
E do dia em fogo.
Das lides humanas,
Das palmas e vaias,
Já te desenganas
E no ar te espraias.
De outra nenhuma,
Brasas de cetim,
O Dever se esfuma
Sem dizer: enfim.
Lá não há esperança
E não há futuro.
Ciência e paciência,
Suplício seguro.
De novo me invade.
Quem? – A Eternidade.
É o mar que se vai
Com o sol que cai.
domingo, 8 de abril de 2012
do novo romance.
Ele no outro canto, perto de uma quina que ninguém pisava, usava moletom porque segunda-feira não é dia de encontrar o amor da vida, mas, mesmo assim, usava a sedução-masculina-sonora que lhe era peculiar. Não concebia urinar leve, obrigava-se sempre a disparar forte os jatos na louça do vaso, imaginava, que alguma mulher, de longe, poderia por acaso escutar o jato potente e acabar por imaginar a potência do pênis que lançava a urina com tanta força, urinava pensando em agradar os ouvidos da mulher que nem existia, mas sabia que se existisse, ou que se estivesse por perto, certamente gostaria de um órgão musculoso que pudesse disparar rajadas somente com a força da bexiga barulhenta, um genital que gritava o nome dela.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Cena IXIXMANSV
O sonho inaugura outro lugar no organismo dos homens e das mulheres, podemos pensar em um mundo mais líquido, onde a mulher que gera não seca do dia pra noite, configuremos a mulher gestante a uma menstruação de leite, a mulher passaria 9 longos meses menstruando leite e acumulando o alimento para os dias que não quisesse ceder o seio. Agora imagem os nascidos aos vinte: Minha mãe me criou a leite de útero! Outros traumas viriam daí, pois acredito que muitos provêm do momento em que alimentamo-nos, e ao mesmo tempo olhamos nossas mães de baixo para cima com o mamilo preso nos lábios, no caso do leite-uterino, as mães teriam a chance de ceder ao filho um recipiente, como as mamadeiras, onde o mesmo pudesse alcançar a independência alimentícia.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
A fortuna de la muerte.
O asfalto e a noite são igualmente duros, nada rompe essa concretude, talvez na noite a luz, e, no asfalto os passos. Por bem, o que importa é que a faca tem na lâmina um espelho que me refletiu. A faca espelho, morte e vida, de faca no peito um passo a frente é morte, um passo atrás é vida.
minha mãe me esperando pra sempre por uma semana inteira.
meu pai avô de neto nenhum.
deus portando uma metralhadora, entre nuvens e sarcófagos,
e eu,
andando.
e ele,
vivendo,
e a faca
cortando,
e eu,
sobrevivendo
e ele,
ele ninguém.
Portanto, ele sem missão, nem assassino, nem morto, nem bandido, ele num pecado não consumado, meio jogado no inferno e eu meio morto,
pensei que quem não me mata me devolve a vida.
e minha mãe não espera
e meu pai tem netos
e deus não existe muito.
O filho no mesmo caminho, metade do caminho filho, outra metade namorado, agora dois caminhos:
Inteiro ou fragmentado. A faca que não te corta de fragmenta, te explode numa compilação dos livros que você leu e deixou de ler, por uma noite curta Descartes e você poderiam discutir os fundamentos e as alegorias de nascer e findar.
E eu findei,
vivo.
No outro dia de vida, depois que a gente morre, amor pesa 3 quilos inteiros no peito.
Caderno são onças mal pintadas e pretensiosas, querem comunicar e se mostram inertes depois da faca, na cabeça do homem, a faca, é a maior romancista-dramaturga-poetisa-autora-novelista-novena-puta-aviadora-deputada-e-escandinavia do mundo. (com o perdão dos excessos, quis usar as palavras que nunca escrevi). Não me lembro da Escandinávia por aqui, portanto, registro aqui a relação e se amanhã eu me encontrar com outro material ferroso que se estimulado por um bíceps pode me congelar no tempo, deixo o registro e meus préstimos a essa palavra tão cheia de consoantes.
Escandinávia
Escandinávia
Washington. E jamelão.
es como tener dos almas, estoy muriendo, estoy muriendo, estoy muriendo.
minha mãe me esperando pra sempre por uma semana inteira.
meu pai avô de neto nenhum.
deus portando uma metralhadora, entre nuvens e sarcófagos,
e eu,
andando.
e ele,
vivendo,
e a faca
cortando,
e eu,
sobrevivendo
e ele,
ele ninguém.
Portanto, ele sem missão, nem assassino, nem morto, nem bandido, ele num pecado não consumado, meio jogado no inferno e eu meio morto,
pensei que quem não me mata me devolve a vida.
e minha mãe não espera
e meu pai tem netos
e deus não existe muito.
O filho no mesmo caminho, metade do caminho filho, outra metade namorado, agora dois caminhos:
Inteiro ou fragmentado. A faca que não te corta de fragmenta, te explode numa compilação dos livros que você leu e deixou de ler, por uma noite curta Descartes e você poderiam discutir os fundamentos e as alegorias de nascer e findar.
E eu findei,
vivo.
No outro dia de vida, depois que a gente morre, amor pesa 3 quilos inteiros no peito.
Caderno são onças mal pintadas e pretensiosas, querem comunicar e se mostram inertes depois da faca, na cabeça do homem, a faca, é a maior romancista-dramaturga-poetisa-autora-novelista-novena-puta-aviadora-deputada-e-escandinavia do mundo. (com o perdão dos excessos, quis usar as palavras que nunca escrevi). Não me lembro da Escandinávia por aqui, portanto, registro aqui a relação e se amanhã eu me encontrar com outro material ferroso que se estimulado por um bíceps pode me congelar no tempo, deixo o registro e meus préstimos a essa palavra tão cheia de consoantes.
Escandinávia
Escandinávia
Washington. E jamelão.
es como tener dos almas, estoy muriendo, estoy muriendo, estoy muriendo.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
SCHOPENHAUER - A arte de escrever
A maior parte de todo o saber humano, em cada um dos seus gêneros, existe apenas no papel, nos livros, nessa memória de papel da humanidade. Apenas uma pequena parte está realmente viva, a cada momento dado, em algumas cabeças. Trata-se de uma consequência, sobretudo da brevidade e da incerteza da vida, mas também da indolência e da busca de prazer por parte dos homens. Cada geração que passa rapidamente alcança, de todo o saber humano, somente aquilo de que ela precisa. Em seguida desaparece. A maioria dos eruditos é muito superficial. Segue-se, cheia de esperanças, uma nova geração que não sabe nada e tem de aprender tudo desde o início; de novo ela apanha aquilo que consegue ou aquilo de que pode precisar sua curta viagem , depois desaparece igualmente. Assim, que desgraça seria para o saber humano se não houvesse a escrita e a imprensa!
escrever é organizar "querer", "observação", "desejos" e "intuição" no mesmo "gesto". Se "drama" é ação, vejo a necessidade de qualificar cada fala, dentro da "dramaturgia", como um "gesto". Então, cada "gesto" se organiza no outro, o dramaturgo sistematiza uma idéia, qualifica a forma e recorta as outras interpretações para que a linguagem aconteça no querer, na observação, nos desejos e na intuição do outro.
escrever é ser leitor de si, enquanto pessoa. É importante que o artista-você saiba ler o ser humano-você.
é importante pensar que a dramaturgia antes de virar ação, é sensação e ímpeto.
então escreva os teus gestos com a força das costelas, depois dos braços e por fim das mãos, faça do gesto um ritmo de evolução da força, mova a força ao objetivo, faça do gesto a única vontade do objeto-personagem.
escrever é ser leitor de si, enquanto pessoa. É importante que o artista-você saiba ler o ser humano-você.
é importante pensar que a dramaturgia antes de virar ação, é sensação e ímpeto.
então escreva os teus gestos com a força das costelas, depois dos braços e por fim das mãos, faça do gesto um ritmo de evolução da força, mova a força ao objetivo, faça do gesto a única vontade do objeto-personagem.
Setlist do DJ meu pai.
A Lista
Oswaldo Montenegro
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
Tragédia Tecnológica
Aqui quem grita não é mais o bode, o que grita é a placa mãe em falência múltipla do sistema, presidente. Presidente... Não existe mais um cidadão. O que vemos aqui é uma aparelhagem complexa de homens que se estendem em 5, 6, 7 pessoas virtuais e que vão derrubar você, presidente.
Aqui quem grita não é mais o bode, o que grita é a placa mãe em falência múltipla do sistema, presidente. Presidente... Não existe mais um cidadão. O que vemos aqui é uma aparelhagem complexa de homens que se estendem em 5, 6, 7 pessoas virtuais e que vão derrubar você, presidente.
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