Ato falho n° 1 . Quase disse para minha atriz "escrevi mais um verso" corrigi por "escrevi mais uma fala" ... E esse é o medo, eu escrevo teatro ou adapto poesia? Ou é teatro com poesia, ou poesia no teatro? Caminhos, crescer.
Segunda coisa da noite: Não tenho paciência para beijar na rua, acho pouco intimo... E eu odeio passar vontade.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Reflexo
Não há como dizer que a arte não é um reflexo, não só do ser, mas também do estado do ser. Quando dirijo tenho tendência ao minimalismo, ao pensado, ao não dito e a todas essas coisas que dialogam com meu universo, pequenos constrangimentos, grandes dilemas. A coisa é que agora eu tenho dirigido finais felizes, nas ultimas duas cenas que trabalhei me percebi querendo o melhor da personagem, sendo que em “As Dolosas Coxas” a minha maior busca foi pelo drama, pela dor, pelas "explosões de olhares" como um dia disse a Pri. Esses meus finais "felizes" eu acho que tem sido felizes só pra mim, na maioria das vezes é uma mão que pega outra, um olhar de "eu posso” ou um suspiro aliviado, são sutilmente felizes e quase imperceptíveis, acho que como o meu próprio “happy end”, sutilmente feliz... Isso é o que o espectador não vê, mas se contamina, e também se não for, tanto faz... Não crio o espectador meu sócio, gosto dele como comprador, comprador de algo que eu não vendo mesmo que exposto na vitrine, atrair e afogar, como fazem as sereias.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Meu jeito de viver :
A Lei
Composição: Raul Seixas
Todo homem tem direito
de pensar o que quiser
Todo homem tem direito
de amar a quem quiser
Todo homem tem direito
de viver como quiser
Todo homem tem direito
de morrer quando quiser
Direito de viver
viajar sem passarporte
Direito de pensar
de dizer e de escrever
Direito de viver pela sua própria lei
Direito de pensar de dizer e de escrever
Direito de amar,
Como e com quem ele quiser
A lei do forte
Essa é a nossa lei e a alegria do mundo
Faz o que tu queres há de ser tudo da lei
Fazes isso e nenhum outro dirá não
Pois não existe Deus se nao o homem
Todo o homem tem o direito de viver a não ser pela sua própria lei
Da maneira que ele quer viver
De trabalhar como quiser e quando quiser
De brincar como quiser
Todo homem tem direito de descansar como quiser
De morrer como quiser
O homem tem direito de amar como ele quiser
De beber o que ele quiser
De viver aonde quiser
De mover-se pela face do planeta livremente sem passaportes
Porque o planeta é dele, o planeta é nosso.
O homem tem direito de pensar o que ele quiser, de escrever o que ele quiser.
De desenhar, de pintar, de cantar, de compor o que ele quiser
Todo homem tem o direito de vestir-se da maneira que ele quiser
O homem tem o direito de amar como ele quiser, tomai vossa sede de amor, como quiseres e com quem quiseres
Há de ser tudo da lei
E o homem tem direito de matar todos aqueles que contrariarem a esses direitos
O amor é a lei, mas amor sob vontade
Os escravos servirão
Viva a sociedade alternativa
Viva Viva
Direito de viver, viajar sem passaporte
Direito de pensar de dizer e de escrever
Direito de viver pela sua própria lei
Direito de pensar de dizer e de escrever
Direito de amar, como e com quem ele quiser
Composição: Raul Seixas
Todo homem tem direito
de pensar o que quiser
Todo homem tem direito
de amar a quem quiser
Todo homem tem direito
de viver como quiser
Todo homem tem direito
de morrer quando quiser
Direito de viver
viajar sem passarporte
Direito de pensar
de dizer e de escrever
Direito de viver pela sua própria lei
Direito de pensar de dizer e de escrever
Direito de amar,
Como e com quem ele quiser
A lei do forte
Essa é a nossa lei e a alegria do mundo
Faz o que tu queres há de ser tudo da lei
Fazes isso e nenhum outro dirá não
Pois não existe Deus se nao o homem
Todo o homem tem o direito de viver a não ser pela sua própria lei
Da maneira que ele quer viver
De trabalhar como quiser e quando quiser
De brincar como quiser
Todo homem tem direito de descansar como quiser
De morrer como quiser
O homem tem direito de amar como ele quiser
De beber o que ele quiser
De viver aonde quiser
De mover-se pela face do planeta livremente sem passaportes
Porque o planeta é dele, o planeta é nosso.
O homem tem direito de pensar o que ele quiser, de escrever o que ele quiser.
De desenhar, de pintar, de cantar, de compor o que ele quiser
Todo homem tem o direito de vestir-se da maneira que ele quiser
O homem tem o direito de amar como ele quiser, tomai vossa sede de amor, como quiseres e com quem quiseres
Há de ser tudo da lei
E o homem tem direito de matar todos aqueles que contrariarem a esses direitos
O amor é a lei, mas amor sob vontade
Os escravos servirão
Viva a sociedade alternativa
Viva Viva
Direito de viver, viajar sem passaporte
Direito de pensar de dizer e de escrever
Direito de viver pela sua própria lei
Direito de pensar de dizer e de escrever
Direito de amar, como e com quem ele quiser
Meu jeito de fazer teatro:
Baioque
Composição: Chico Buarque
Quando eu canto, que se cuide quem não for meu irmão
O meu canto, punhalada, não conhece o perdão
Quando eu rio
Quando eu rio, rio seco como é seco o sertão
Meu sorriso é uma fenda escavada no chão
Quando eu choro
Quando eu choro é uma enchente surpreendendo o verão
É o inverno, de repente, inundando o sertão
Quando eu amo
Quando eu amo, eu devoro todo meu coração
Eu odeio, eu adoro, numa mesma oração, quando eu canto
Mamy, não quero seguir definhando sol a sol
Me leva daqui, eu quero partir requebrando rock'n roll
Nem quero saber como se dança o baião
Eu quero ligar, eu quero um lugar
Ao sol de Ipanema, cinema e televisão
Composição: Chico Buarque
Quando eu canto, que se cuide quem não for meu irmão
O meu canto, punhalada, não conhece o perdão
Quando eu rio
Quando eu rio, rio seco como é seco o sertão
Meu sorriso é uma fenda escavada no chão
Quando eu choro
Quando eu choro é uma enchente surpreendendo o verão
É o inverno, de repente, inundando o sertão
Quando eu amo
Quando eu amo, eu devoro todo meu coração
Eu odeio, eu adoro, numa mesma oração, quando eu canto
Mamy, não quero seguir definhando sol a sol
Me leva daqui, eu quero partir requebrando rock'n roll
Nem quero saber como se dança o baião
Eu quero ligar, eu quero um lugar
Ao sol de Ipanema, cinema e televisão
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Noite
X: Eu acho que escrevo melhor do que vivo
J: É que escrever você escreve o que quiser, viver não.
J: É que escrever você escreve o que quiser, viver não.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
As Dolosas Coxas, por Luiza Novaes
“Bons homens nascem mulheres!” ou “A Beleza corrompe a humildade”...
Por Luiza Novaes
27/11- 3hs- Tenda Cenamix
As Dolosas Coxas
Direção: Marcio Pellegrini
Elenco: Priscilla Leão e Kitto Sant'Anna
Como se chora sem forçar a respiração? “Tô com caramiola na cabeça” para saber a resposta! Amartya Sen, premiado escritor de economia, com Nobel e tudo mais, diz que as mulheres podem ser instrumentos para a liberdade. Supostamente nos países em que a igualdade entre os gêneros delimita a liberdade, elas e a criação dos filhos homens vai modificando a estrutura de toda uma geração seguinte e da próxima e da outra... Assim indiscriminadamente!
A mulher na relação ela amadurece, vira pêra, até em formato quando ocupa específico papel, pode e deve ser amada mas, na sociedade do consumo onde podemos trocar, desperdiçar, jogar fora e comprar o novo, como ficam as relações, como podem perceber... Acredito que esse seja o tema do momento.
No capitalismo, podemos pelo dinheiro adquirir qualquer artigo, lógico desde que tenhamos capital! Isso é uma lógica desenhada, e o nosso valor, é de uso ou de troca? Questionem-se quando batemos palmas para algum tipo de inovação estética que mostra que a mulher só é desejada quando ainda não foi alcançada, senão... “a que se entrega é pura vagabunda”. “Depois do primeiro beijo é impossível amar o ser que se ama? Acabou o sonho e ficou uma mulher qualquer.” Estamos impondo as coisas um valor de troca como um objeto que encontramos no supermercado. Isso demonstra que quando não desenhamos um final feliz, o que fazemos é construir o descaso total e incompleto pelo ser, eliminando a possibilidade de ver as pessoas como uso, o valor em si, me pergunto e o meio termo?? Onde estão Pinter? Ibsen?
Democraticamente podemos representar tudo, mas o que será que queremos com cada uma das imagens que criamos. Quando escolhemos debater um tema, ele deve nos ser vital. Não há como escapar das nossas responsabilidades. Assumiremos essa condição ou continuaremos no politicamente correto? “Amor você me acha bonita? ”. Eu pergunto ainda hoje todos os dias! E quem afinal veste o avental? Há uma ironia de bexiga nisso tudo, é em uma simples dança que se inverte todo e qualquer papel!
Por Luiza Novaes
27/11- 3hs- Tenda Cenamix
As Dolosas Coxas
Direção: Marcio Pellegrini
Elenco: Priscilla Leão e Kitto Sant'Anna
Como se chora sem forçar a respiração? “Tô com caramiola na cabeça” para saber a resposta! Amartya Sen, premiado escritor de economia, com Nobel e tudo mais, diz que as mulheres podem ser instrumentos para a liberdade. Supostamente nos países em que a igualdade entre os gêneros delimita a liberdade, elas e a criação dos filhos homens vai modificando a estrutura de toda uma geração seguinte e da próxima e da outra... Assim indiscriminadamente!
A mulher na relação ela amadurece, vira pêra, até em formato quando ocupa específico papel, pode e deve ser amada mas, na sociedade do consumo onde podemos trocar, desperdiçar, jogar fora e comprar o novo, como ficam as relações, como podem perceber... Acredito que esse seja o tema do momento.
No capitalismo, podemos pelo dinheiro adquirir qualquer artigo, lógico desde que tenhamos capital! Isso é uma lógica desenhada, e o nosso valor, é de uso ou de troca? Questionem-se quando batemos palmas para algum tipo de inovação estética que mostra que a mulher só é desejada quando ainda não foi alcançada, senão... “a que se entrega é pura vagabunda”. “Depois do primeiro beijo é impossível amar o ser que se ama? Acabou o sonho e ficou uma mulher qualquer.” Estamos impondo as coisas um valor de troca como um objeto que encontramos no supermercado. Isso demonstra que quando não desenhamos um final feliz, o que fazemos é construir o descaso total e incompleto pelo ser, eliminando a possibilidade de ver as pessoas como uso, o valor em si, me pergunto e o meio termo?? Onde estão Pinter? Ibsen?
Democraticamente podemos representar tudo, mas o que será que queremos com cada uma das imagens que criamos. Quando escolhemos debater um tema, ele deve nos ser vital. Não há como escapar das nossas responsabilidades. Assumiremos essa condição ou continuaremos no politicamente correto? “Amor você me acha bonita? ”. Eu pergunto ainda hoje todos os dias! E quem afinal veste o avental? Há uma ironia de bexiga nisso tudo, é em uma simples dança que se inverte todo e qualquer papel!
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Vários relógios
A Praça Roosevelt. Lá a gente faz conta no LaBarca no bar da Margot e as vezes a gente compra banana com o tiozinho da banca de frutas. Lá a gente procura amigos na platéia, encontra amigos na coxia e faz amigos na oficina, a coisa toda se resume no acontecer, as coisas vão acontecendo com calma e tempo, alguém que você cumprimentou de passagem, com os olhos baixos, em frente ao parlapatões, certamente vai te esperar depois do Zucco pra "te dar um beijo e dizer que tá chocado com a peça". Lá a gente chega as 14:00 e às 18:00 a gente tem um novo conceito teatral, onde genial mesmo é a trilha sonora ser feita com toques polifônicos, a delicia dauqele teatro é que tudo acontece como o gelo, o tempo deixa cada vez mais interessante, mais brilhante e transparente. De noite a noite não acaba, você vai, volta, fica, dorme e a sensação é de que a praça ficou te esperando voltar, como se a Marquise condenada pudesse sentir saudades dos meus olhares soltos na janela da sala de ensaio. E as mulheres da praça? Essas estão sempre de passagem, indo e vindo, atrasadas pra aula ou pro ensaio, cabelos lisos vem soltos, cabelos encaracolados vem... Encaracolados. Os olhos sempre olham nos olhos e os quiches da Margot sempre quentes e solitários ao lado das empadas que só eu como.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Satyrianas - 2010

03h00 - As dolosas coxas
CenaMix - 27/11 - Sábado
Sinopse I
Texto desenvolvido a partir do término de uma relação, trata da passagem do tempo, o desgaste de duas vidas amarradas pela possessividade do sexo e pela manipulação feminina a respeito de um casamento. Livremente inspirado em "O Anjo Pornográfico" de Ruy Castro e "O Casamento" de Nelson Rodrigues.
Sinopse II
Peça curta estruturada em 6 páginas de subtexto escrito. Após término de relacionamento, em seu primeiro texto, jovem autor expõe seu olhar a respeito da força das mulheres e a forma como elas arquitetam e manipulam os maiores sofrimentos da vida de um homem.
Texto e Direção: Marcio Pellegrini
Elenco: Kitto Sant’Anna e Priscilla Leão
Trilha Sonora e Desing de programa: Igor Alvarez
Coluna II
Ela tem uma força tênue, é feminina e sempre a vejo serpenteando com o olhar por entre os outros olhares. Ela sempre de canto, ela é quase bonita. Quando fala aponta, sempre acusa ou se defende, nunca sugere ou opina, sempre ataca ou corre, engraçado como uma imagem tão doce me transmite tanta força interior, nela eu vejo a beleza triste que encontro nos artistas que admiro. Ela usa um batom horrível e nunca tira as meias.
sábado, 6 de novembro de 2010
O povo do cantinho
O canto é um lugar estranho de azulejo claro e figurinos perdidos por outras montagens ou outros atores ou outros tempos... Um lugar onde a corda grosseira se mistura ao espelho de maquiagem. Quando ela chega o canto muda, ganha uma banqueta (da Barbie) uma caixa de maquiagem (também da Barbie) e luz vinda de uma lâmpada que se esconde dos ratos que por ali andam comendo tudo, lâmpadas, pesinhos, cabides e as vezes um ou outro desodorante. Tem o cara forte que chega e pega o seu espelho, coloca no colo e fica ali, pintando os olhos. Tem o menino novo que sempre chega com o capacete no braço e o radinho enfiado na calça. Ali pelo fim chega ela que eu primeiro vejo de costas. E assim é, chega todo mundo de cansado pra sair de personagem. Alguém um dia disse que “esse povo do cantinho repara tudo” e taí uma verdade. Se você muda o perfume, alguém logo fareja, se muda o cabelo, alguém sempre nota, mas agora o cantinho foi ameaçado por uma influência do outro extremo da sala, o casamento. Hoje o casamento passou ali perto, e ninguém se abalou, ficamos lá, firmes e maquiados, transformando a vida em teatro porque se duas amigas que se casam no mesmo dia, uma com certeza é feia, e temos dito.
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