Picadilha, não sei exatamente o que isso significa. Um amigo sempre fala para os mais variados fins e eu acho que é algo que nos inspira. Faz-nos viver melhor. Dá-nos a chance de compreendermos essa tal de picadilha. A picadilha vem me fazendo viver mais leve e intensamente. "A vida é uma picadilha" nada com que devamos nos preocupar ou levar muito a sério, isso sem nos tornamos irresponsáveis mas ...A picadilha me faz não sofrer por antecipação ou morrer de ansiedade. Não tento mais prever o futuro. Vivo a boa e velha picadilha que a tantos anos compõe a alegria entre esses bons companheiros. O Duff velho companheiro de muro ao meio) é um cara que admiro, trabalha, estuda tem seus interesses e vive plenamente a picadilha. Sinto que cada momento lhe é importante. Não são grandes momentos ou talvez sejam. Ou talvez a picadilha os transforme em momentos inesquecíveis. Acho que a força disso tudo esta em aproveitar a vida antes que ela se aproveite de você.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Sobre amigos e "picadilha"
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Meu sincero amigo Mr. Sherlock Holmes
Ilustração do lendário Sidney PagetDesde os 13 anos eu cultivo essa amizade com o caro Holmes e o bom camarada John H. Watson. Isso me fez bem com certeza, influenciou na minha escrita na minha leitura e nos meus sentimentos. Tenho saudade de quando lia cada um dos livros do grande Sir Arthur Conan Doyle, com enorme cuidado, para que não chegassem ao fim. Lembro que a primeira vez (E única?) que me emocionei/chorei com um livro, foi com o curto e dolorido "O Problema Final” onde o detetive tão carismático e surpreendente deixa o mundo dos vivos (aparentemente). Foi uma leitura tão gostosa e marcante que reli o mesmo conto mais de 15 vezes e em todas (por mais absurdo que pareça) eu lembro de ter tido a mesma sensação em cada uma das vezes, hora atentando a um ponto hora a outro... Ou pensando na dor de Watson ou pensando no 221 da Rua Baker vazio para sempre. Realmente eu tinha/tenho uma ligação com esse universo e com esses seres. A saudade na noite de ontem fez-me reler novamente e... Surpresa. O resultado foi o mesmo. Fico feliz de ser tocado por um texto tão antigo, mas que para mim é tão atual, moderno, vivo e importante. Cada linha é uma lembrança do Cão dos Baskerville ou de Um Estudo em vermelho, onde Holmes ainda é apresentado como um jovem. Fascinante. E hoje já me peguei lendo a continuação igualmente tocante, "A Volta de Sherlock Holmes" embora tenha sido criticado para mim é outra obra prima, "A Casa Vazia" a volta de Holmes e os sentimentos de Watson me levam a crer que ainda terei minha tão sonhada "época de Holmes" outra vez. Ler tudo na ordem e como deve ser lido. Pegar as melhores traduções e voltar a aplicar a ciência da dedução como já fiz tantas vezes na vida.
domingo, 11 de outubro de 2009
O que será que será?
Hoje sonhei que dormia na mesma cama que minha mãe, como a muito não costumo dormir. E que ela recorria a mim com medo de uma cabeça que flutuava na frente da porta do armário. O medo não era da cabeça e sim dos cabelos dessa cabeça masculina que flutuava. Os cabelos ficavam se mexendo e ela só dizia isso "os cabelos do homem se mexem" e eu zombava da entidade. Ela se irritou. Olhei para a parede lateral e vi que não era minha casa. Era uma casa de campo em um campo enorme e com um céu azulado. Alguns galhos secos ainda davam aquela impressão de filme de terror e minha mãe apavorada acendia a luz que para mim continuava apagada. Eu via que estava acesa para ela, mas eu continuava no escuro. Não lembro bem do resto, só posso dizer com certeza que meu pai e uma churrasqueira fazem parte da continuação. Meu sonho foi nitidamente expressionista e eu quero sonhá-lo de novo. Fez-me acordar pensando em teatro e em como deixar essa impressão de enormidade em um palco.
sábado, 10 de outubro de 2009
Do livro-entrevista do meu mestre
Página 102
Autran - Quando estava montando o Burguês, em 68, tinha consciência de que estava levando um texto da maturidade de Molière. E eu, o diretor e o elenco tratamos a peça como ela tinha de ser tratada: como uma obra produzida no auge da capacidade do autor. Pois bem, o publico ria sem parar com as piadas de Molière. Era m espetáculo muito bonito, a direção de Ademar Guerra & Marika Gidali era ótima, mas o que fazia sucesso era a peça de Molière. Porque O Burguês Fidalgo não tem a ver com Molière do início de sua carreira, nada a ver com a commedia dell’arte. É uma comédia de costumes. E atualmente acho uma pena que, ao montarem essa obra-prima, as pessoas tenham a necessidade de inserir piadas tiradas de outras peças, de inventar gags visuais pára montar um texto que não precisa de nada disso. Como se os criados de trabalhos assim não confiassem na força do texto. Talvez seja uma questão de nível cultural. Os diretores menos inteligentes, menos cultos, pensam que Molière é apenas um pretexto para se fazer um outro tipo de peça. Mas nossos melhores diretores sabem que não é assim.
Clássicos x Polêmica
Não acredito em textos imortais. São poucos e acho que ainda não conheço nenhum. Se eu tivesse que citar um eu diria que Antígona pode ser um desses textos. Não vejo essa coisa atemporal em Molière ou Shakespeare, não sem um pequeno ajuste de direção. Acho que não se pode monta-los respeitando 100% a época o estilo e até mesmo os bifes. Para que continuem imortais precisam ter algo de natural de real e de “moderno” de forma mais leve. Modernidade simples, respeitando o padrão da peça, mas expondo uma nova visão. Sei que isso soa estranho, mas penso isso para que esses textos não “morram” para que eles continuem interessantes e pertinentes, o público merece textos dessa qualidade, mas não com cara de museu. Montar na íntegra é ótimo para o ator e os outros envolvidos artisticamente no projeto. Mas não sei se é válido um texto que só dialogue com seus encenadores. Um texto deve fazer a estrada entre o público o ator a direção e sem dúvidas entre o autor, e por isso acredito em textos que podem manter-se imortais desde que sempre um olhar novo os reintegre a nossa realidade. O sentimento do texto sempre será o mesmo a diferença esta em quem o escuta.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Paulo Autran - Sem Comentários
Uma fotobiografia com os deliciosos comentários do mestre Autran! Um show de humanidade e humildade em cada palavra. A forma como ele descreve os processos e encarava as críticas. O jeito de entender o lado dos outros. Isso sem contar, os autores e peças que o próprio Autran viveu e de alguma forma imprime no livro a essência de cada um. O ator que não ler não será jamais um ator completo. Por enquanto é só!
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Público de Teatro.
Para onde foi? Mágicos fazendo mágicas para mágicos não tem graça alguma. E é isso que eu venho percebendo teatro hoje em dia é visto por estudantes de teatro. E as peças já vem com uma linguagem para pessoas do meio. Eu penso que 70% do público seja de alguma forma ligado ao teatro. O público já é pouco, então se formos contar só com os 30% restantes eu vejo poucas esperanças artísticas no Brasil. Não que seja errado, mas é de assustar que isso aconteça assim, fazer teatro para atores é perder um pouco o brilho, como o mágico que sabe muito bem que o coelho não mora na cartola. E teremos público no futuro? Creio que sem público "comum" o teatro desperte cada vez menos nas pessoas, e o teatro se feche entre quem o descobriu por si só.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Download.
http://www.4shared.com/file/134655540/f29e0c13/Monlogos_Internos_-_Meu_Universo_Constrangido.html
Quem baixar... por favor comente ;)
410 Visualizações.
Sei que é muito pouco no âmbito da internet. Mas isso me impressiona, quem eu sei que lê com freqüência são aproximadamente 15 ou 20 pessoas. Tão curioso isso. Tenho curiosidade de saber a opinião, profissão e idéias dessas outras pessoas... Sinto-me falando pra mais gente do que esperava. Talvez sejam só conhecidos mesmo ou talvez meu blog tenha saído do controle e eu esteja mais famoso do que penso hehe. Bom, obrigado a todos e que este blog sirva para dividir e acrescentar, como sempre foi minha intenção. Abraços
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
O Estrangeiro - Albert Camus
"O mar trouxe um sopro espesso e ardente. Pareceu-me que o céu se abria em toda sua extensão deixando chover fogo. Todo o meu ser se retesou e crispei a mão sobre o revólver. O gatilho cedeu, toquei o ventre polido da coronha e foi aí, no barulho ao mesmo tempo seco e ensurdecedor, que tudo começou. Sacudi o suor e o sol. Compreendi que destruíra o equilíbrio do dia, o silêncio excepcional de uma praia onde havia sido feliz. Então atirei quatro vezes ainda num corpo inerte em que as balas se enterravam sem que se desse por isso. E era como se desse quatro batidas secas na porta da desgraça"-Albert Camus. O Estrangeiro*